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UM NOME DE MULHER


Evoco aqui o silêncio dos desejos
A sombra fria dos teus passos
A frieza das manhãs de Inverno do teu olhar
A loucura sem sentido a passar

Ardência das minha saudades
A tangencia da melancolia atirada ao mar
Janelas fechadas da madrugada
Com pétalas murchas de silêncio no chegar

Os sons de uma guitarra têm a cor do Mundo
O choro de uma criança o incomensurável da dor
Esta distância crescente de agonia
Este lume morto de fim de dia

Das pedras a voz solta de fecunda mulher
Uma figueira sonhando parir flores
Vi animais tristes passando num rumo incerto
Vi o amor e dor dormirem tão perto

E vi um idiota armado em esperto
Uma mulher sem rosto dizer mal da puta da vida
A terra desventrada sedenta de chuva
E um poeta asneirar por ter bebido sumo de uva

E vi uma Mãe de gestos felizes
Um Pai sem paciência para os petizes
Vi fome te ternura e mentira num olhar
E tenho tentado saber como me fizeram aqui chegar

Sei lá se vejo ou invento o ver
Já inventei o amor ter
Já amei se calhar mesmo sem saber
Já muita vez uma lágrima tive que conter

Já remexi nos bolsos de um espantalho
Procurei uma moeda da felicidade qualquer
Encontrei três pedras
Uma delas tinha gravado…O nome de Mulher…
 
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